Quando o jornalismo do povo ocupa a TV nacional
A estreia de Katiuzia Rios no comando do “Brasil do Povo”, na RedeTV, representa mais do que uma nova fase profissional. Para mim, simboliza a chegada de um jornalismo que nasce nas ruas ao espaço que, por muito tempo, foi reservado a poucos. É o reconhecimento de uma trajetória construída com coerência, proximidade e respeito ao público.
Acompanho o trabalho de Katiuzia desde muito cedo. Ainda adolescente, acordava cedo para assistir ao “Alô Fortaleza”, na TV Diário. Ali já existia algo raro: uma jornalista que falava com o povo sem recorrer a caricaturas. Anos depois, no “Barra Pesada”, da TV Jangadeiro, ela consolidou um estilo firme, popular e humano sem jamais perder a identidade.
Ver Katiuzia à frente de um programa em rede nacional gera pertencimento. É o Nordeste ocupando espaços, é o jornalismo local mostrando sua força, é a rua sendo ouvida. Em um tempo em que a informação muitas vezes se distancia da realidade das pessoas, sua presença reafirma que fazer jornalismo também é assumir posição.
Katiuzia Rios não apenas estreia na RedeTV. Ela leva consigo uma história que representa muitos inclusive quem, como eu, aprendeu desde cedo que o bom jornalismo é aquele que não esquece de onde veio.

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